Edição 08

Edição lançada em 19/12/2014

Editorial 8

2014 vai se acabando. Talvez quando você leitor estiver lendo este texto, já se tenha ido, deixando para trás apenas “pistas”, registros dos momentos captados. Aqui pelas nossas bandas, o ato de registrar se dá através do texto. Mas trabalhamos sobre um outro registo – o das imagens em movimento. Talvez este seja o grande elo entre crítica e audiovisual: a ideia de trabalhar com um decalque, seja ele de um instante ou de uma impressão.

E como decalcamos neste nosso ano inaugural! Cinquenta e um textos, contando com este editorial. Piadistas de plantão diriam “uma boa ideia!”. Será? Talvez. Para os pessimistas, talvez não; dirão que não há mais espaço para a crítica nos dias de hoje. Para os otimistas, talvez sim; dirão que a crítica sempre sobreviverá. Para nós, basta o talvez: primeiro porque se ficarmos matutando sobre isso, não trabalhamos. Segundo, porque, afinal, fazemos mesmo crítica?

Escrevemos, isso é fato. E assim pretendemos seguir no ano que começa. Pós-créditos continua, ainda que, talvez, não na mesma configuração de agora. À Secretaria de Apoio ao Estudante da Unicamp, responsável por incentivar este projeto até o presente momento, algo já antevisto em edital, fica nosso agradecimento pela viabilização deste desejo em comum, bem como a expectativa de futuras parcerias. Aos amigos redatores e amigos leitores, o agradecimento é mais do que óbvio: não existiria revista sem um, nem outro.

Mas é melhor deixar a ladainha de lado antes que que este editorial fique deveras piegas. Vamos ao ponto, como sempre fomos (ou, ao menos, assim tentamos): nesta 8ª edição, Gabriel Carneiro compara Jogo duro e Festa, de Ugo Giorgetti; Marcella Grecco aborda o romeno A morte do sr. Lazarescu; Phillippe Watanabe, o polêmico iraniano Isto não é um filme; e Álvaro André Zeini Cruz paraleliza Ozu e Naruse através de Bom dia e A chegada do outono.

Como se não bastasse, o clima das festas de fim de ano invadiu nossa redação imaginária (com uma árvore de Natal de dois metros, também imaginária) e fez com que nos debruçássemos sobre filmes com o espírito natalino. Falamos, portanto, sobre A felicidade não se compra, Um conto de Natal, Férias frustradas de Natal e Esqueceram de mim (recomendamos a leitura antes da piada do pavê e do arroz com passas).

E, claro, para encerrar como se deve, elencamos os nossos preferidos de 2014 lançados comercialmente no Brasil, e compilamos também uma listinha com os favoritos dos leitores.

Por fim, num texto com tantos “talvez”, melhor encerrar com aquela frase que, em letras garrafais, sobrepunha a imagem congelada de alguns seriados antigos: TO BE CONTINUED… com certeza.

 

Álvaro André Zeini Cruz e Gabriel Carneiro

editores

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