por Fabio Fernandes

1. Star Wars sempre foi predominantemente um universo de características contraditórias. Princesas e imperadores coexistem com parlamentos e congressos aparentemente democráticos, mas que se assemelham mais a uma espécie de Império Austro-Húngaro de escala galáctica, com intrigas muito mais feudais que bizantinas.
2. Essa comparação não é leviana; a burocracia vista ao longo dos filmes (notadamente em relação ao Império) leva a uma economia de trocas e roubos nas periferias (Tatooine, por exemplo) e contrabando (Corellia e a Corrida de Kessel).
3. Ao longo dos filmes da saga Skywalker, vemos poucos indícios de uma economia integrada nesse universo. Temos agricultores de umidade e mineradores de especiarias (estes últimos apenas mencionados, e que remetem ao universo de Duna, uma das inspirações de George Lucas para a trilogia original), mas a única forma de comércio aparentemente legítimo que vemos nos três primeiros filmes é a taverna de Mos Eisley, vista como uma atividade, se não ilegal, pelo menos operando às escondidas, atendendo a uma clientela nem sempre “decente”. (Poderíamos pensar na Cidade das Nuvens em O Império Contra-Ataca, mas nada nos é mostrado em termos de comércio lá).
4. Isso se reflete em toda a saga – por exemplo, na taverna de Maz Kanata em O Despertar da Força. Descrita como um “watering hole” por J. J. Abrams (termo de difícil tradução para o português, mas que pode ser comparado em nosso universo a uma espécie de parada de caminhoneiros de qualidade duvidosa), a taverna está localizada num castelo em Takodana, um planeta florestal que é território neutro entre a Primeira Ordem e a Resistência. Kanata é uma ex-pirata e contrabandista; embora não saibamos nada sobre o dono da taverna de Mos Eisley, vemos claramente que as duas tavernas não diferem em praticamente nada para um observador externo.[i]
5. Existem, é claro, outros cenários. Coruscant, por exemplo: por ser o centro político da galáxia (tanto na época da República e do Império quanto da Nova República), possui uma configuração peculiar. Até onde sabemos, é o único planeta da galáxia que é uma ecumenópole, ou seja, um mundo cuja superfície inteira é coberta por cidades.[ii] É uma referência direta a Trantor, de Fundação, com ecos da Metrópolis de Fritz Lang e talvez até mesmo Thanagar (o planeta natal do Gavião Negro, do universo DC de quadrinhos), já que, na verdade, são duas cidades em uma: uma cidade no alto e outra, totalmente diferente, lá embaixo, entre os imensos desfiladeiros formados pelos prédios. Mas Coruscant nunca foi bem explorada nos filmes, nem Andor (embora os romances do ex-Universo Expandido – agora Legends – juntamente com a série animada The Clone Wars, tenham abordado bastante esse território). Sabemos muito mais sobre o que acontece no topo dos prédios residenciais e no Senado do que abaixo. (Porque talvez não importe?)
6. (Falando nisso, algumas perguntas que não querem calar: quem limpa os banheiros? Quem tira o lixo? Robôs? E por que os robôs são sempre tratados com desdém na saga, até mesmo pelo pretensamente empático mocinho Luke Skywalker? Por que nunca houve uma revolta de robôs em Star Wars? Por causa dos parafusos de contenção (dispositivos que evitam que eles fujam à sua programação original)? Questões para outro artigo).
7. Seria interessante (e importante) ver mais formas de economia não humanas, como a dos Wookiees. Mas (no que diz respeito à mídia audiovisual) Kashyyyk aparece apenas brevemente no final da trilogia prequel e no infame especial de Natal (sobre o qual não falaremos aqui). Não sabemos muito sobre o planeta natal de Chewbacca, além de ser um mundo de floresta tropical, mas cujos habitantes têm conhecimento de armamento e tecnologia avançada (embora não pareçam usá-la com frequência). Aliás, entendemos que tais coisas constituem apenas uma questão de conveniência para os roteiristas ao longo da série.
8. Parece não haver muitos exemplos de trabalho legalizado ou mesmo decente em Star Wars. Ou pelo menos parecia não haver nenhum – até Andor. Esta série, criada por Tony Gilroy (co-autor do roteiro do filme Rogue One) para o serviço de streaming Disney+, nos oferece outros pontos de vista sobre o universo de Star Wars. Se não contraditórios ao que vimos até agora, certamente são complementares, acrescentando e enriquecendo o que já tínhamos visto.
9. Na primeira cena da série, vemos um bar no mundo industrial de Morlana Um – e talvez a primeira menção realmente explícita à prostituição em Star Wars (importante em um universo originalmente um tanto puritano, por assim dizer, onde as referências sempre foram veladas). Um homem, Cassian Andor, procura sua irmã lá – e acaba por matar dois seguranças locais.
10. Logo depois, também nos é apresentado o mundo adotivo de Cassian Andor, Ferrix, onde vemos mineiros e uma vida honesta de cidadãos submetidos ao tacão de ferro do Império, sem necessariamente temê-lo, mas também sem apoiar sua presença no planeta.
11. Uma curiosidade: Andor, em termos de escrita, parece ser fruto de uma certa cultura britânica e não americana, no sentido de mostrar (ainda que não muito de perto) a vida e o árduo trabalho dos mineiros. Quando vemos o vilarejo onde vive Maarva, a mãe adotiva de Andor, tomamos consciência da pobreza dos habitantes de Ferrix, uma pobreza não muito diferente daquela que existia nas aldeias do País de Gales no início do século XX, por exemplo. Desde o final do século XIX, Gales abrigava as principais siderúrgicas da Europa, com a produção de carvão na área de Wrexham totalizando mais de 2,5 milhões de toneladas anualmente. (Talvez seja importante notar que os efeitos sociais da industrialização levaram a um conflito social acirrado entre os trabalhadores galeses e os proprietários de minas ingleses. Durante a década de 1830, houve duas revoltas armadas: em Merthyr Tydfil, em 1831, e a revolta cartista em Newport, em 1839).
12. Andor carrega essa pobreza consigo mesmo antes de Ferrix. Natural de Kenari, um mundo completamente devastado pela mineração imperial, que matou seus pais e os de várias outras crianças que conseguiram sobreviver de forma precária e selvagem no planeta, Andor é separado de sua irmã e levado por Maarva para Ferrix. Quando o encontramos, ele é adulto (cerca de vinte anos se passaram desde então) e carrega uma profunda tristeza. Ele não acredita em nada, e tem muitos motivos para isso.
13. Ao contrário de Luke Skywalker, um simples agricultor criado a milho (ou leite azul) nos confins desérticos de Tatooine, Cassian Andor conheceu a dor e o sofrimento desde cedo. Luke é branco, loiro, de olhos azuis e bem alimentado. Andor tem pele mais escura, cabelos e olhos negros e é muito magro. Qualquer analogia comparativa entre um americano do Cinturão do Milho e um latino da periferia do capitalismo não é mera coincidência. Se Skywalker é oprimido pelo Império (e ele é), Andor é duplamente oprimido; na geopolítica (ou deveríamos dizer cosmopolítica?) do universo de Star Wars, ele não só precisa lutar como uma pessoa com poucos recursos, mas, em vez de viver em um planeta desértico desde bebê, como Luke, Cassian Andor testemunhou a lenta destruição de um mundo, sobreviveu por pura sorte ao ser adotado e ir morar em uma pobre colônia mineradora. Mas a violência nunca o abandona: ele consegue afundar ainda mais na miséria ao assassinar os dois seguranças.
14. (Uma distinção importante: ele mata o primeiro homem por acidente. O segundo, não).
15. Mas, mesmo assim, ele estava “preso na triste órbita de uma calamidade morta”, como disse o chefe da segurança corporativa em Morlana Um a respeito da morte dos dois guardas. Ele está mais do que disposto a inventar um acidente por causa da enorme burocracia que a investigação traria, sem nenhuma chance razoável de pegar o culpado. (Este é o ponto cego – um dos muitos pontos cegos – do Império, que, no fim das contas, permitirá que os rebeldes vençam. Isso não significa que eles tenham um mínimo de bondade ou empatia, apenas que se tornaram preguiçosos com o tempo).
16. Enquanto isso, no planeta onde Andor vive, Ferrix, as pessoas lutam como podem. Ao contrário de contrabandistas espaciais como Han Solo, para quem (sejamos honestos) a luta diária parece apenas um jogo, aqui a coisa fica séria: as pessoas lutam por suas vidas todos os dias. Eles podem passar fome ou morrer devido aos riscos do trabalho de mineração, e é isso que torna Andor mais convincente do que qualquer história de Star Wars até hoje. O que é sempre deixado de lado ou na melhor das hipóteses encarado como negócios obscuros em outros filmes da franquia é visto aqui sob outra perspectiva: como uma luta pela sobrevivência.
17. Cassian Andor, por outro lado, é assumidamente vigarista e ladrão, no sentido de alguém que busca lucro, não necessariamente ilegal ou fácil, mas isso não nos é mostrado sob a ótica puritana e moralizadora da saga Skywalker. Andor só quer sobreviver num universo sem sentido (ainda que o desejo de sua mãe seja que ele encontre paz, mas essa é outra história).
18. “Kenari. Orla Média. Abandonado após um desastre de mineração.” Kenari é um planeta tão insignificante que quase ninguém ouviu falar nele. A Orla Média também está bem no meio da galáxia em termos de importância: medíocre. “Abandonado e considerado tóxico. Proibição imperial.” “Império não: autoridade corporativa”, diz o sargento à multidão em Ferrix. Significado: não é importante o suficiente. Kenari e Ferrix são bons o suficiente para serem explorados e só.
19. Quando Andor mata os homens, ele volta brevemente a Ferrix, mas se prepara para fugir daquele mundo para sempre. No entanto, acaba sendo forçado a fugir com Luthen Rael, que vê no jovem o potencial para ser um bom membro da resistência. Luthen diz a Cassian que o enforcarão “por um fio de bobina ou 20 milhões de créditos, não faz diferença”. Mas ele pode fazer algo importante contra o Império. Cassian não está particularmente interessado. Então Luthen lhe oferece o que ele mais deseja.
20. Andor, inicialmente relutante, acaba se juntando a um grupo rebelde no planeta Aldhani. Espião ele mesmo (e também comerciante, mas um dos membros da elite de Coruscant, especializado em antiguidades), Luthen aposta que Andor acabará por entender a importância de lutar contra o Império.
21. Não é que Andor não entenda essa importância; mas pessoas famintas com poucos recursos muitas vezes precisam se concentrar primeiro em sobreviver. (A saga Skywalker, em contraste, inteligentemente se concentra no misticismo Jedi e ignora em grande parte as necessidades dos habitantes da galáxia. Essa é uma jogada inteligente, claro, mas apenas no sentido narrativo).
22. A importância da luta, em todo caso, será incutida nele aos poucos, em parte também com a ajuda do jovem Nemik, um ideólogo que escreve um manifesto alinhado de certa forma com o Manifesto do Partido Comunista, de Marx e Engels, com nuances de Mao e Lenin. Em resumo, poderíamos dizer que Nemik poderia ter sido um Lenin no início de sua formação, fazendo a pergunta fundamental: “o que fazer?” e tentando encontrar uma resposta prática para ela.
23. Além disso, a própria Maarva, ao saber do ataque à guarnição em Aldhani, ficará entusiasmada em participar da Rebelião. Ela não sabe da participação de Andor no ataque, e Andor não consegue entender (ainda), mas, no fundo, é apenas uma questão de tempo. A radicalização de Maarva, em parte devido às ações de Cassian, completará um ciclo, ajudando a radicalizar Cassian por sua vez.
25. Por fim, a prisão e o encarceramento de Andor em Narkina 5, onde será forçado a trabalhar sob pena de tortura e morte, serão a gota d’água que o fará se tornar um rebelde de vez.
26. Outra diferença: embora a saga Skywalker seja evidentemente contada com um olhar simpático para os rebeldes, ao mesmo tempo parece mostrar os rebeldes e outros partidos não alinhados como pessoas que agem à margem da ilegalidade e que isso é praticamente imoral, uma visão geralmente defendida por partidos de direita em nossa realidade.
27. Outra curiosidade: a palavra “vilão”, que significa ladrão, bandido (e também vendedor ambulante, contrabandista e outras ocupações ilegais), costumava significar simplesmente “aldeão”, o habitante de uma aldeia. Quem criou esse significado deletério? Segundo o dicionário Merriam-Webster: “A aristocracia rural (aqueles que residiam em vilas no sentido clássico latino da palavra), que dominava a sociedade medieval na época do inglês médio, detinha todo o poder, político e linguístico, e sob o seu uso da palavra, o descendente em inglês médio de ‘villanus’, que significa ‘aldeão’ – uma palavra estilizada como ‘vilain’ ou ‘vilein’ – desenvolveu o significado de ‘uma pessoa de mente e maneiras rudes'”.[iii]
28. No nosso caso, os habitantes da cidade onde Andor vive são os vilões por excelência: mineiros e mecânicos rudes (para os padrões do Império) que se opõem ao sistema vindos de fora, incapazes a princípio de se manifestarem contra ele, mas sempre contrários a ele por princípio. Portanto, não apenas rudes, mas perigosos para o sistema.
29. Em Andor, o foco está nos humanos. Outras espécies não são importantes, embora muitas delas também se oponham ao Império. Em outros filmes da franquia, vemos comércio entre espécies, mas o que importa na maior parte do tempo são os humanos. Tudo gira em torno deles, incluindo formas de comércio e, supostamente, pagamento (como visto anteriormente no exemplo de Kashyyyk). Por que exatamente esse comportamento xenófobo – entre os humanos em geral, não apenas no Império?
30. Um exemplo interessante seria a suposta origem de todo o universo Star Wars, proposta por Robert J. Sawyer para uma trilogia chamada Alien Exodus[iv], mas que não foi aceita e acabou se tornando fanfic.[v]Isso explicaria, pelo menos em parte, se ela tivesse de fato sido desenvolvida. Mas não foi.
31. Afinal, do que estamos falando aqui? Assim como na trilogia prequel, vemos que Padmé Amidala é rainha por eleição (um sistema que não foi inventado por Lucas, pois existiu em nosso mundo em diferentes épocas, como no Sacro Império Romano-Germânico[vi]), a criação desse universo às vezes parece ser feita adicionando convenientemente informações contraditórias para agradar a todos. A questão financeira, por exemplo, nunca é bem explicada.
32. E Andor não nos dá todas as respostas. Mas ajuda a criar uma imagem mais consistente e adulta, digamos assim, do universo Star Wars. Mas ainda longe de ser satisfatória.
33. Lembramos aqui a piada sobre os trabalhadores da Estrela da Morte no filme O Balconista, de Kevin Smith. Nesse filme, Dante Hicks e Randall Graves, dois amigos folgados que trabalham em empregos insuportavelmente tediosos em uma loja de conveniência e locadora de vídeos em New Jersey, sentados lado a lado, batem papo sobre curiosidades nerds – entre as quais está o agora infame discurso sobre como os rebeldes mataram muitos contratados inocentes a bordo da segunda Estrela da Morte. (Na primeira temporada de The Mandalorian, Cara Dune é questionada por um oficial imperial sobre os muitos milhões de pessoas que os rebeldes mataram nas duas estações de batalha juntas, embora ele se empolgue um pouco perto do final de seu discurso, considerando a destruição de Alderaan “um pequeno preço a pagar para livrar a galáxia do terrorismo”. Então Cara Dune atira nele, o que, convenhamos, também é um pequeno preço a pagar).[vii]
34. Essa piada recorrente ganha um tom ainda mais sombrio com a situação a que Andor se encontra quando é aprisionado – e ele próprio se torna parte da equipe de construção da primeira Estrela da Morte. Andor consegue escapar, mas somente quando alista seus companheiros de infortúnio, demonstrando que a união faz a força – algo que o regime imperial conhece muito bem e sempre busca desmantelar.
35. Na verdade, essa é a moral de Andor – pelo menos o que podemos deduzir da primeira temporada, que também apresenta um confronto no último episódio: a união faz a força. Isso não significa necessariamente que a união traga a vitória, porém.
36. Sabemos para onde a série está caminhando em relação ao personagem Cassian Andor, já que se trata da versão de Star Wars do romance Crônica de uma Morte Anunciada, de Gabriel García Márquez. Andor é Santiago Nasar (novamente, talvez não seja surpresa que um ator latino tenha sido escolhido para o papel), o homem que viaja para outra cidade da Colômbia para ver a mulher que ama, mesmo sabendo que os irmãos dela o matarão, fato que já ocorreu quando a história (narrada em retrospectiva) começa.
37. Será que Andor também poderia ser uma espécie de Che Guevara (embora a referência já esteja explicitamente codificada no nome do líder Saw Gerrera, interpretado por Forest Whitaker)? A motivação de Andor é diferente (e mais próxima da de Che do que a de Saw Gerrera, que é anarquista, ao contrário de Che, que era um comunista declarado) – mas, no fim, tudo levará a um estado de revolta. Sabemos, porque a série teve duas temporadas, que Cassian Andor sobreviveu – e que mais tarde, junto com Jyn Erso, reunirá uma espécie de exército improvisado para obter os planos da Estrela da Morte, uma missão da qual ninguém sairá vivo.
38. Andor morre aparentemente triste, embora sabendo que seus esforços finalmente levaram a algo, ou seja, ao início efetivo do fim do Império com a destruição de sua maior arma. Não é um consolo, mas é o mais próximo da vida real, com suas decepções e desilusões, que Star Wars nos trouxe até hoje. Esta é a realpolitik possível neste mundo de fantasia. E tudo bem. Porque a luta continua. Sempre.
* Texto publicado originalmente em inglês, na revista Red Futures: https://www.redfuturesmag.com/publications/andor-analysed-part-1/caught-in-the-sad-orbit-of-a-dead-calamity
[i] James White, ““Star Wars: The Force Awakens – learn more about Maz Kanata and Supreme Leader Snoke”, Empire Online, 2015: empireonline.com/movies/news/star-wars-force-awakens-learn-maz-kanata-supreme-leader-snoke.
[ii] Isso não é totalmente verdade, já que existe pelo menos outra ecumenópolis no universo de Star Wars. Hosnian Prime aparece apenas em O Despertar da Força (2015), para ser destruída pela Base Starkiller. Inicialmente, a Bad Robot Productions queria que o planeta destruído no filme fosse Coruscant. Mas, de acordo com Pablo Hidalgo, membro do Lucasfilm Story Group, representantes da Lucasfilm se mostraram relutantes a essa ideia, já que Coruscant estava planejada para aparecer em outros projetos além de O Despertar da Força. Como um meio-termo, Hosnian Prime foi criada para preencher seu papel. Sem mencionar as outras 22 ecumenópolis criadas anteriormente no Universo Expandido, mas relegadas hoje ao status de Legends. Portanto, para todos os efeitos, Coruscant é a única ecumenópolis no universo de Star Wars.
[iii] Merriam-Webster, “The History of the Word “Villain”’, Merriam-Webster: merriam-webster.com/wordplay/the-villain-in-the-history-of-the-word-villain-isnt-the-villain.
[iv] Robert J. Sawyer, “George Lucas’s Monsters and Aliens, Volume 1: Alien Exodus”, SF Writer: sfwriter.com/alienout.htm.
[v] Wookiepedia, “Alien Exodus”, Wookiepedia: starwars.fandom.com/wiki/Alien_Exodus.
[vi] No entanto, neste caso, o cargo de monarca era vitalício, ao contrário de Naboo, onde a rainha é substituída a cada poucos anos.
[vii] Ben Wasserman, “The Mandalorian Just Made Clerks’ Best Argument Star Wars Canon”, CBR, 2020: cbr.com/mandalorian-clerks-death-star-wars-canon.