Edição 14

Editorial 14

Pós-créditos sempre se propôs a debruçar-se sem qualquer distinção sobre o audiovisual, que é amplo e, por isso, exige certo suor nesse tricô que é o editorial. A batalha do texto crítico pode até ser dolorosa, mas o corpo a corpo é a dois – o crítico e o filme, – e a briga uma hora acaba, enquanto no editorial, um ou dois tentam apartar e pôr ordem nesse engalfinhamento coletivo composto por partes tão plurais. Fica, ao final, uma sensação de incompletude, de se compor uma coluna frágil para a sustentação dos textos que integram o corpo de uma revista. Um corpo esguio, no caso, já que estamos apenas em quatro, mas dá trabalho manter esse corpinho fitness! Fica também a sensação de déjà vu, uma vez que essa dificuldade do editorial já foi relatada por este que vos escreve no longínquo (pero no mucho) “Editorial 3”.

Mas paremos a lamuriação. Afinal, superando expectativas, Pós-créditos já começa a procurar o buffet e enrolar os brigadeiros para festinha de seu primeiro ano de idade (um compromisso para próximos editoriais: evitar analogias envolvendo comida e exercícios físicos). Pela primeira vez, no entanto, pedimos ao leitor auxílio na elaboração da lista de convidados. Está lançada a pergunta: que filmes merecem figurar nas páginas da Pós-créditos de setembro? As sugestões podem ser dadas na área de comentários ou via Facebook até o dia 20 de agosto.

Deixemos também a futurologia! Falemos do agora: nossa correspondente Marcella Grecco continua sua viagem pelo velho mundo e fala do holandês Borgman; Phillippe Watanabe comenta Enquanto somos jovens, comédia dramática estrelada por Ben Stiller, Naomi Watts e Adam Driver (disponível num Popcorn Time pertinho de você!); Álvaro André Zeini Cruz confronta num só texto Doméstica e Ventos de agosto, ambos de Gabriel Mascaro, e fala ainda de Bloodline, série da Netflix; e Juliana Maués escreve sobre esta que ela não titubeia em descrever como uma das melhores comédias românticas dos últimos anos, Don’t go breaking my heart, de Johnnie To e Wai Ka-fai.

Boa leitura.

Álvaro André Zeini Cruz

editor

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